O Projeto InteraGir é coordenado pela Associação Paranaense da Parada da Diversidade (APPAD) e executado em parceria com o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde.
Tem duração prevista de dois anos, tendo começado em janeiro de 2009.
É um projeto de trabalho em rede, com enfoque em advocacy e prevenção em HIV/Aids referente à população de gays e outros homens que fazem sexo com homens (HSH).
São objetos das ações de advocacy as Coordenações Estaduais e Municipais de DST e Aids, e seus respectivos Planos de Ações e Metas em HIV/Aids, e as Câmaras Municipais e Assembleias Legislativas, no que diz respeito a legislação que promova a cidadania das pessoas vivendo com HIV/Aids e da população de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT).
O objetivo é contribuir para que haja um investimento maior nas ações de prevenção, diagnóstico, atenção e apoio em HIV/Aids especificamente voltadas para gays e outros (HSH), inclusive por meio da implementação dos Planos Estaduais de Enfrentamento da Epidemia de Aids e das DST entre Gays, HSH e Travestis. Ao mesmo tempo, a atuação junto ao Legislativo visa contribuir para um ambiente social mais favorável ao exercício da cidadania de pessoas vivendo com HIV/Aids e da população LGBT.
O trabalho em rede é realizado por sete organizações, ou pontos focais, nas cinco regiões do país:
Sul:
Cepac - Centro Paranaense da Cidadania, Curitiba-PR
Sudeste:
Movimento Gay de Alfenas e Região Sul de Minas, Alfenas-MG
Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual – CELLOS, Belo Horizonte-MG
Nordeste:
Instituto PAPAI – Pesquisa, Ação Política, Assessoria e Informação em Gênero e Masculinidade, Recife-PE
Grupo Liberdade Igualdade e Cidadania Homossexual - GLICH, Feira de Santana-BA
Norte:
Grupo Homossexual do Pará, Belém-PA
Centro-Oeste:
Associação de Travestis e Transexuais de Mato Grosso do Sul, Campo Grande-MS
A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais Travestis e Transexuais – ABGLT, também entrou como parceira do projeto, para agir como “curinga” em caso de desistência de um ponto focal, além de colaborar técnica e politicamente.
A coordenação geral do projeto também atua no Congresso Nacional junto à Frente Parlamentar Nacional em HIV/Aids e à Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT.
O desenvolvimento do projeto foi planejado para acontecer em quatro etapas:
Ano 1:
- Experimentar
- Implementar
- Avaliar
Ano 2:
No primeiro ano, as organizações coletaram dados sobre os Planos de Ações e Metas (PAMs) e sobre a legislação local relativa ao HIV/Aids e questões LGBT, entre outros dados, e durante um curso de capacitação elaboraram planos de ação para atividades de advocacy no executivo e no legislativo municipal e estadual. No decorrer do ano, os planos foram implementados e no final do ano houve uma reunião de avaliação.
No segundo ano, o projeto será ampliado, utilizando a mesma metodologia, para abranger outras setenta organizações. Para facilitar nesta empreitada, foi elaborado um manual e um curso virtual.
Neste site constam os Planos Estaduais de Enfrentamento, os PAMs municipais e estaduais nos locais abrangidos pelo projeto, assim como as leis e projetos de leis específicos, e as frentes parlamentares, onde estas existem.
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